Este blog esta me
dando um prazer pessoal imenso. Adoro ser mãe, sou louca pelos meus dois
pequenos molequinhos e por suas travessuras, claro que, como toda boa mãe,
tenho a função de ser rígida e ensinar as diferenças do certo e errado, por
mais que a vontade seja de dar boas risadas em alguns casos. Pensando nisso,
resolvi dar essas risadas aqui com vocês, aposto que muitos leitores, que já
são pais e mães, irão se identificar entre uma história e outra.
Meu filho mais
velho vivia me pedindo um cachorro, ele tem cinco anos e estou sempre
conversando com ele sobre a responsabilidade de se ter um bichinho de
estimação, explico que eles precisam de comida, água, passeio e de higiene.
Sempre que começo a descrever esta lista e pergunto se ele irá conseguir
cumprir a agenda de cuidados do cachorrinho todos os dias, ele desiste
rapidamente e diz que ainda não está preparado.
Entendo que o João some a essa desistência certo pavor que ele tem de
cães, não podemos ir a casas de amigos com cachorros soltos no quintal, a não
ser que os donos não se incomodem de segurar seus pets para que o João entre
atarracado no meu colo.
Essa semana alguma
pessoa sem bondade no coração abandonou no quintal da casa da minha mãe uma
gatinha, mansa, brincalhona, ainda bebezona, estava toda suja de graxa e bem
magrelinha. Meu filho mais novo, Lucas, tem verdadeira paixão por qualquer
animalzinho, pode ser até passarinho que ele enlouquece, mas nunca havia me
pedido para ter um em casa.
Tamanho foi o
encanto dele pela gatinha, que se enxeu de coragem e veio com aquela vozinha
típica da idade de transição de bebê para menino, aquela vozinha que quando a
gente escuta fica difícil dizer não, colocou as duas mãozinhas perto da boca
unidas como se estivesse fazendo uma oração para o papai do céu e disse:
_Favoginho mãeginha!
Deixa eu cuida da gatinha.
Comecei com o
mesmo discurso sobre responsabilidades, mas fui interrompida na primeira frase,
aquele menininho sapeca estava sempre por perto quando o irmão pedia seu
cachorro e para minha surpresa já havia decorado meu discurso.
_ Já xei! Comida, passea, água, limpa...
Não tive como
resistir, primeiro perguntei para o
irmão o que ele achava, se estava com medo da gatinha?
_Ela é boazinha mãe, até fiz carinho na cabeça dela...
Enfim a gatinha
veio para casa, quem escolheu o nome foi o Lucas. A mais nova integrante da
minha família se chama Pink, chegou hoje, tomou banho, passou remédio para
pulgas, ganhou um cobertor bem fofinho de quando eles eram bebezinhos e estava
reservado para doação, ganhou seu espaço próprio em um espaço bem grande da
lavanderia, com pipicat, vasilhas para ração e água.
E vocês querem
saber se o Lucas cuidou da gatinha?
_Mãe...Mãe quero cuida dela, põe ela aqui no meu colinho...
E foi tudo o que
ele fez! Kkkkk
Mãe é mãe, agora é
ter paciência para ir ensinando devagarzinho eles a cuidarem da Pink, e eu
espero que ela sobreviva, porque além da ração hoje eles já queriam oferecer
tudo que estavam comendo para a pequenina, de pipoca a bolacha trakinas. E com
toda calma vou explicar.
_ Não pode dar a comidinha de vocês para ela, senão ela vai
ter dor de barriga.
O Lucas mais que depressa.
_ A gente leva ela no Doto João, ( nome do pediatra deles)
kkk.
E o João
acrescenta.
_Se ela fizer coco mole é só a gente dar maçã pra ela comer.
Tem como não rir...
Além de tudo ela escolheu uma parte do meu raque como quarto. Só não enlouqueci
porque ela sabe usar direitinho o pipicat.
Bem vinda Pink
Beijos a todos
Bianca Dias



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