quarta-feira, 13 de novembro de 2013

Crianças e jogos eletrônicos

Oi pessoal!
imagem da internet/ crianças e games



    Vamos conversar um pouquinho sobre um assunto que causa bastante polêmica, os famosos videogames.     
    Hoje em dia é comum vermos crianças cada vez mais pequenas agarradas aos ipad’s, ipod’s, nintendos DS, joistickers, entre outros.  A facilidade dessa nova geração y é impressionante, ainda mais quando o assunto é tecnologia, eles não tem receio ou medo de sair apertando todos os botões e ir acessando todas as páginas que vão aparecendo, na busca incessante dos seus joguinhos favoritos. Há quem admire essa facilidade e não se incomoda em ver o filho de dois anos entregue ao mundo eletrônico, mas é preciso dosar o tempo que a criança fica conectada.
    O mito de vício em jogos eletrônicos  assusta muitos pais, e esses formam uma barreira intransponível na insistência de seus filhos. Vamos analisar os games por um lado que talvez você ainda não tenha ouvido falar com frequência.
    Sou mãe de dois meninos, um com apenas três anos e outro de cinco, ambos adoram jogar e cada um já tem seus games favoritos. No começo, confesso que fiquei  um pouco resistente, mas como minha politica em casa, é vamos experimentar para poder criticar, decidi acompanhá-los. Ao longo de um mês, pude avaliar alguns aspectos  comportamentais que estavam  surgindo nos meus pequenos e eles eram positivos.
   Eles estavam aprendendo a compartilhar sem a insistente voz materna perturbando “Divide o brinquedo”. Apesar de terem várias opções de aparelhos para jogar, eles criaram uma amizade diferenciada, pois um quer acompanhar o outro, torcer junto e dar dicas. Sendo assim acabam compartilhando o aparelho com o jogo escolhido.
    Aprenderam que perder faz parte do jogo, e com isso foi vencida a difícil lição de perder na vida, para o mundo infantil deles foi ótimo, pois agora sabem perder no futebol, no pega-pega, na corrida e não ficam frustrados chorando, e menos ainda agredindo o coleguinha que ganhou, ao contrário aprenderam a admirar o coleguinha que ganha. Cheguei a presenciar o mais novo dando a vez para o irmão mais velho na hora de jogar porque ele queria ver o irmão ganhar.
    Começaram a respeitar a opinião e vontade um do outro, quando um enjoa do jogo e pede para trocar, no inicio havia uma certa resistência do outro, mas com o passar dos dias isso sumiu e eles estão se entendo sem minha intervenção.
    Desenvolveram destreza nos comandos  o que é ótimo para a coordenação motora e consequentemente acelera o processo de desenvolvimento da escrita, foi fácil perceber isso, pois o mais velho não tinha jogos  em casa quando começou a treinar a escrita das letras, e, comparado com o irmão que já foi para a escolinha sabendo desenhar as letrinhas, e foi pouco estimulado por massinha ou ajuda, ele simplesmente pegou a caneta e escreveu o primeiro nome sozinho, apenas olhando para o que eu tinha feito de modelo, nunca precisei pegar na mãozinha dele e ajudar.
    Aumentou a percepção visual deles, eles estão prestando atenção em detalhes, que antes eram esquecidos, e também começaram a incorporar um senso critico sobre o designer  dos jogos, dizem quando o gráfico está bom ou não, quando as fases vão aumentando a dificuldade já sabem dizer se ficou difícil de repente ou se foi aumentando gradativamente.
    Portanto, se soubermos estar presentes na rotina dos jogos controlando tempo e conteudo, vale a pena deixar os pequenos mergulharem nessa aventura digital.
   
imagem da internet/ games e familia
    Hoje em dia, as empresas que desenvolvem softwers de jogos e aplicativos para telefonia e internet, já perceberam que esse público pequeno vem crescendo com força, e estão criando cada vez mais produtos voltados para ajudar na educação infantil.
    
Boa brincadeira de criança a todos.
Bianca Dias.

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