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| imagem da internet/ crianças e games |
Vamos conversar um pouquinho sobre um
assunto que causa bastante polêmica, os famosos videogames.
Hoje em dia é comum
vermos crianças cada vez mais pequenas agarradas aos ipad’s, ipod’s, nintendos
DS, joistickers, entre outros. A
facilidade dessa nova geração y é impressionante, ainda mais quando o assunto é
tecnologia, eles não tem receio ou medo de sair apertando todos os botões e ir
acessando todas as páginas que vão aparecendo, na busca incessante dos seus joguinhos
favoritos. Há quem admire essa facilidade e não se incomoda em ver o filho de
dois anos entregue ao mundo eletrônico, mas é preciso dosar o tempo que a
criança fica conectada.
O mito de vício em jogos eletrônicos assusta muitos pais, e esses formam uma
barreira intransponível na insistência de seus filhos. Vamos analisar os games
por um lado que talvez você ainda não tenha ouvido falar com frequência.
Sou mãe de dois meninos, um com apenas três
anos e outro de cinco, ambos adoram jogar e cada um já tem seus games
favoritos. No começo, confesso que fiquei um pouco resistente, mas como minha politica
em casa, é vamos experimentar para poder criticar, decidi acompanhá-los. Ao
longo de um mês, pude avaliar alguns aspectos comportamentais que estavam surgindo nos meus pequenos e eles eram
positivos.
Eles estavam aprendendo a compartilhar sem a insistente voz materna
perturbando “Divide o brinquedo”. Apesar de terem várias opções de aparelhos
para jogar, eles criaram uma amizade diferenciada, pois um quer acompanhar o
outro, torcer junto e dar dicas. Sendo assim acabam compartilhando o aparelho
com o jogo escolhido.
Aprenderam que perder faz parte do jogo, e
com isso foi vencida a difícil lição de perder na vida, para o mundo infantil
deles foi ótimo, pois agora sabem perder no futebol, no pega-pega, na corrida e
não ficam frustrados chorando, e menos ainda agredindo o coleguinha que ganhou,
ao contrário aprenderam a admirar o coleguinha que ganha. Cheguei a presenciar
o mais novo dando a vez para o irmão mais velho na hora de jogar porque ele
queria ver o irmão ganhar.
Começaram a respeitar a opinião e vontade
um do outro, quando um enjoa do jogo e pede para trocar, no inicio havia uma
certa resistência do outro, mas com o passar dos dias isso sumiu e eles estão
se entendo sem minha intervenção.
Desenvolveram destreza nos comandos o que é ótimo para a coordenação motora e
consequentemente acelera o processo de desenvolvimento da escrita, foi fácil
perceber isso, pois o mais velho não tinha jogos em casa quando começou a treinar a escrita
das letras, e, comparado com o irmão que já foi para a escolinha sabendo
desenhar as letrinhas, e foi pouco estimulado por massinha ou ajuda, ele
simplesmente pegou a caneta e escreveu o primeiro nome sozinho, apenas olhando
para o que eu tinha feito de modelo, nunca precisei pegar na mãozinha dele e
ajudar.
Aumentou a percepção visual deles, eles
estão prestando atenção em detalhes, que antes eram esquecidos, e também
começaram a incorporar um senso critico sobre o designer dos jogos, dizem quando o gráfico está bom ou
não, quando as fases vão aumentando a dificuldade já sabem dizer se ficou
difícil de repente ou se foi aumentando gradativamente.
Portanto, se soubermos estar presentes na rotina dos jogos controlando tempo e conteudo, vale a pena deixar os pequenos mergulharem nessa aventura digital.
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Boa brincadeira de criança a todos.
Bianca Dias.


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